A Necessidade de “Due Diligence”​ Ambiental em Operações de Aquisições e Vendas de Ativos Empresariais

A Necessidade de “Due Diligence”​ Ambiental em Operações de Aquisições e Vendas de Ativos Empresariais

Nestes anos de experiência em indústrias metalúrgicas, plásticas e fundições, pude vivenciar a evolução da preocupação dos empresários e colaboradores com a perspectiva ambiental do negócio, principalmente no que diz respeito a geração passivo ambiental. E, confesso que fiquei surpreso com que se pode encontrar abaixo da ponta de um lindo iceberg.

Mas por que me refiro a um iceberg? Eles são lindos, vistosos. Mas, aproximadamente apenas um décimo de seu volume nos é visível. Os outros nove décimos dessa gélida massa ficam submersas e invisíveis.

Num cenário crescente de aquisições e vendas de ativos realizados por grandes grupos empresariais e fundos de investimento, lindos icebergs estão espalhados por aí esperando por sua aquisição.

Questões legislativas e judiciais que envolvem os aspectos de responsabilidade sobre resíduos perigosos e passivos ganham destaque no mundo corporativo. Por tal motivo uma análise Due Diligence ganha um papel de destaque no processo de aquisição. Afinal, ninguém gostaria de assumir um passivo ambiental de outro.

A necessidade da realização deste tipo de estudos ambientais ocorre usualmente durante esses processos de aquisição e venda, onde procura-se avaliar se o “site” é apropriado para determinado projeto e/ou se o preço negociado é o adequado.

Através de um estudo Due Diligence Ambiental procuramos determinar a existência de riscos ou passivos ambientais, tendo em conta o seu uso atual e histórico. Os riscos ou passivos são realizados para identificar possíveis contaminações do solo, de águas subterrâneas e de águas superficiais.

Sendo assim, determina-se a melhor forma e estratégia de estruturação de tal transação no que diz respeito a responsabilidade ambiental.

Apresentar ao consumidor e seus acionistas que uma corporação preocupa-se com questões ambientais nos dias de hoje, não se trata somente de uma responsabilidade socioambiental, mas também se apresenta para o mercado como exemplo de benchmarking, havendo ganhos com tais oportunidades.

Cuidado com os Icebergs!